domingo, 12 de abril de 2009


É incrível a presença que as pessoas têm umas nas vidas das outras...
Mesmo sem saber, mesmo de longe.
Meu irmão é uma dessas pessoas.
Uma dessas pessoas que têm uma presença enorme na minha vida, o tempo todo, mesmo que eu ou ele não prestemos muita atenção nisso.
Ele supreende, às vezes choca, puxa a orelha, reclama, machuca sem querer, é machucado e não mostra.
Faz piadas, quotes e comentários sagazes que ninguém espera.
Logo de menino, foi pra longe.
Pra gente, que uma vez dividimos o quarto, foi duro. Talvez mais pra mim, que fiquei, do que pra ele que foi.

Naquele dia em que deixamos ele lá, pra estudar e crescer sozinho, não sei se muita gente sabe, voltei pra São Paulo, com meu pai no volante, e eu e ele choramos que nem criança... de pensar em como ele ficaria lá sozinho, na verdade pensando em como ficaríamos aqui sem ele.
Longe dos olhos, mas muito perto no coração, o menino cresceu.
Virou sabido. Dono de várias verdades. Independente, maduro, bravo, engraçado.
Pegou outras influências, outros gostos, outras caras.
Precisou de conselhos que não eram mais os meus. Doeu um pouquinho, mas dá pra entender e ser muito grata com os outros irmãos e irmãs dele por lá. Família postiça, amigos-irmãos, professores guias...
E a família de cá fica torcendo, mandando pensamentos positivos, curtindo de longe e querendo fazer parte.
E de vez em quando, quando pode e quando precisamos, ele vem aqui ver a gente, dar um oi.
Descansar e conversar rapidinho, o pouco que dá com a gente. Às vezes, calado, às vezes, falante.
Dá umas aulas do que sabe, dá umas broncas do que precisa e vai embora.
E cada vez que ele vai embora, lembro daquela viagem de volta a São Paulo com meu pai e choro tudo de novo. Lembro dele indo embora sozinho, ficando lá sozinho, fazendo as coisas sozinho e esqueço que ele não é mais aquele menino de 6 anos atrás.
Lembra? Ele cresceu!
E, mesmo falando que o tempo passou muito rápido e me assustando aos prantos um dia antes do meu casamento ("minha irmã, tá casando!") , sei que ele está bem demais e crescido demais pra se virar mais do que bem, sozinho.
E, mesmo longe, ouço a voz dele me guiando, dando dicas, dividindo um milk-shake e falando de como milk-shakes podem te fazer mal e ouvindo umas bandas legais comigo, me mostrando o clipe e falando da letra e mais...
Hoje é aniversário dele e por aqui deixo o meu parabéns e um beijo grande pro meu melhor amigo, companheiro, parceiro de séries de velhinhos e tals...
Te amo, Giu e Feliz Aniversário.

2 comentários:

Pat S disse...

Aaaaaah, parabéns Giu (íntima) pelo seu aniversário, e pela irmã fofa demais que você tem.

Gosto dela.
Hei de gostar de você então também, uai.

Dra. Tormenta disse...

Ah que bonito!

Família linda a sua Fê!
Muito querida de verdade... como se fosse assim um pedacinho da minha também...

Parabéns pro irmão querido... e pros seus pais que têm filhos mais que queridos...

Beijo com muito carinho para vocês cinco!